A campanha de vacinação contra a Poliomielite, que, em nível nacional, terminou no dia 30 de setembro, foi prorrogada até 21 de outubro, em Minas Gerais e ao menos outros 10 estados. O novo prazo, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e alcançar a meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) que é de 95% do público elegível na campanha contra a pólio.
Em Minas, também foi estendida a campanha de Multivacinação, destinada a crianças e adolescentes com até 14 anos, que ainda não estão vacinados ou que estejam com esquemas vacinais incompletos.
De acordo com dados do Painel do Ministério da Saúde, em Minas Gerais, 1.045.371 crianças com idades de 1 a 5 anos incompletos devem receber a vacina contra a pólio.
Até o último dia 4, o estado alcançou uma cobertura de 74,23% contra a poliomielite (775.958 doses) e, na Multivacinação, 795.048 doses foram aplicadas em crianças e adolescentes.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, a prorrogação é fundamental para que o Estado e as prefeituras consigam traçar estratégias efetivas para melhorar os índices de vacinação nos territórios. “Sensibilização dos profissionais, busca ativa das pessoas que não tomaram a vacina, acompanhamento rotineiro junto aos municípios, especialmente aqueles que não conseguiram atingir a meta, são algumas das ações que vamos promover para impedir a volta desse vírus tão devastador”, disse Baccheretti.
Contra a pólio, devem ser imunizadas as crianças na faixa etária de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias. As crianças com o esquema básico de vacinação completo com três doses da Vacina Injetável Poliomielite (VIP), devem ser imunizadas indiscriminadamente com a Vacina Oral Poliomielite (VOP).
Medidas de controle
A coordenadora estadual do Programa de Imunizações da SES-MG, Josianne Gusmão, lembra que as ocorrências de casos de poliomielite em outros países acendem um alerta para uma possível situação de emergência para a doença e, por isso, as ações de medidas de controle são extremamente necessárias.
“A poliomielite permanece como uma prioridade política, nacional e internacional de saúde pública e sua erradicação só será possível com esforços conjuntos contra as doenças imunopreveníveis, além de buscarmos manter altas coberturas vacinais”, ressalta.
Ainda segundo a coordenadora, o último caso confirmado no Brasil foi em 1989 e o que impediu a ocorrência da doença foi justamente as altas coberturas vacinais.
As vacinas estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde do estado. Pais ou responsáveis devem procurar o serviço de referência para que a equipe da sala de vacina oriente sobre as doses que devem ser aplicadas.
Confira, a seguir, a cobertura vacinal contra a poliomielite por Unidade Regional de Saúde de Minas Gerais.
Fonte: Agência Minas
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
