O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou uma notícia grave, no domingo (24/03), envolvendo a igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), presidida pelo pastor Silas Malafaia. De acordo com o jornalista, há registro no disque-denúncia do Rio de Janeiro de que o segurança de Domingos Brazão – acusado de ser um dos mandantes da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes – “recebia pagamentos da milícia em igreja de Malafaia”.
Segundo a matéria, “registros do ‘disque-denúncia’ do Rio de Janeiro usados na investigação do caso Marielle evidenciam o envolvimento de Robson Calixto (o Peixe), assessor de Domingos Brazão na Alerj e no TCE-RJ, com a atividade de milicianos. Robson foi um dos que intermediaram encontro entre os Brazão e Ronnie Lessa, assassino da vereadora, segundo as investigações”.
O colunista expõe a denominação liderada por Silas Malafaia, citando o suposto envolvimento da igreja em ato criminoso.
“Esses relatos anônimos feitos à Polícia do Rio indicam que Robson era encontrado nos dias 15 e 30, todos os meses, em uma igreja evangélica de Silas Malafaia próxima à UPP da Taquara, na Zona Oeste, para receber a quantia arrecadada na região devida à milícia”, diz a matéria do jornal O Globo.
Reação de Malafaia
Em resposta, o pastor Silas Malafaia publicou textos em suas redes sociais e um vídeo em seu canal do You Tube. Em todos os conteúdos, o pastor rebate a acusação e critica o jornalismo de O Globo. Ele chamou de “canalha” a conduta de Lauro Jardim e afirmou que “assim é feito o jornalismo bandido”.
“Como é feito o jornalismo bandido para incriminar e denegrir pessoas. Segundo o disque-denúncia, Brazão recebia dinheiro de milícia em igreja de Malafaia. Só pode ser piada! Qualquer um pode falar o que bem entende no disque-denúncia. Prove! Sou odiado por muitos devido minhas posições contra essa cambada da esquerda. Sou pastor de mais de 60 igrejas na cidade do Rio de Janeiro, nunca soube que Brazão visitou qualquer uma delas”, declarou Malafaia em seu perfil na rede social X, antigo Twitter.

Em seguida, Malafaia publicou outro post na mesma plataforma, no qual complementou o que havia dito na publicação anterior.
“(…) Cada igreja paga segurança própria de policiais em culto. Dizer que segurança de Brazão recebia dinheiro de milícia em um dos templos de nossas igrejas é o absurdo dos absurdos! Se algum policial que presta serviço de segurança em nossas igrejas está envolvido com milícia, é problema dele! Só na igreja sede eu tenho mais de oito policiais que prestam serviço de segurança, explicou.

Dezenove minutos depois, em uma terceira postagem sobre o assunto, Malafaia observou que Lauro Jardim tem o número de seu telefone particular, mas não o ligou porque o intuito seria manchar a imagem dele e de sua igreja.
“É assim que é feito o jornalismo bandido. Lauro Jardim tem meu telefone, como vários jornalistas de O Globo possuem. Por que não me perguntou nada sobre o assunto? O interesse é denegrir e ter vizualizações porque estou em evidência. Mais uma vez fica provado o jornalismo parcial de O Globo. Cambada de canalhas! O que tenho eu e as igrejas que possuímos com milícia? Absolutamente nada!”, concluiu.

Confira abaixo o vídeo de Malafaia sobre a matéria de Lauro Jardim
Prisões do caso Marielle
Os irmãos Chiquinho Brazão, deputado federal pelo União Brasil, e Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, além de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, foram presos na capital fluminense na manhã deste domingo, 24. A operação foi deflagrada porque os suspeitos apresentavam risco de fuga. Por volta das 16h, eles chegaram a Brasília, para onde foram transferidos pela Polícia Federal (PF).
Os três são apontados como autores dos homicídios de Marielle e Gomes, segundo relatório da PF cujo sigilo foi retirado nesta tarde pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Chiquinho e Domingos Brazão foram presos por suspeita de serem os mentores intelectuais do atentado. Já Rivaldo foi detido por ter ajudado no planejamento do crime.
Além dos três mandados de prisão, 12 de busca e apreensão foram cumpridos – todos na cidade do Rio de Janeiro. A investigação confirmou buscas contra o ex-titular da Delegacia de Homicídios Giniton Lages, além de Marcos Antônio de Barros Pinto e Erika de Andrade de Almeida Araújo, mulher do delegado Rivaldo Barbosa. A PF não revelou o grau de envolvimento deles.
A defesa de Domingos nega envolvimento do conselheiro do TCE no crime. Chiquinho também nega. A defesa do delegado Rivaldo disse que ainda não teve acesso aos autos nem à decisão que decretou a prisão. Portanto, não iria se manifestar neste domingo.
Fonte: Pleno News, com informações de O Globo – colunista Lauro Jardim
Foto destaque: Captura de tela/You Tube Silas Malafaia
