A nova comissão processante da Câmara Municipal de Muriaé, formada com o intuito de investigar as denúncias apresentadas pelo vereador em exercício Reginaldo Roriz (PDT) contra o vereador afastado, Carlos Delfim (PDT), se reúne nesta terça-feira (28-3), para analisar os argumentos da defesa de Delfim, apresentados na última sexta-feira (24/3). A informação foi divulgada, em nota, pela assessoria de comunicação da Câmara.
Segundo o comunicado, na reunião, a comissão, presidida pelo vereador Celsinho (PSD), também irá definir as datas das oitivas do acusado e das três testemunhadas arroladas por sua defesa.
Também compõem o colegiado, os vereadores, Ciso (PL), que é o relator, Ademar Camerino (MDB), Devail Gomes (PP) e Delsinho Amaro (Solidariedade).
O caso
Carlos Delfim é um dos acusados de participação em um complexo esquema de desvio de verbas públicas na Câmara de Muriaé. O caso veio à tona com a operação Catarse, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), deflagrada em Muriaé, em novembro de 2021, com quatro fases já realizadas, com ações também nos municípios de Divino, Eugenópolis e Ubá.
Conforme o Gaeco, o esquema inclui, entre outras práticas, a popular “rachadinha” e uso de notas fiscais falsas para justificar o repasse de verbas aos envolvidos.
A partir das investigações do MPMG, o vereador virou réu em ação penal e, no início deste ano, foi condenado pela Vara Criminal da Comarca de Muriaé a cinco anos e quatro meses, inicialmente no regime semiaberto. E antes mesmo da condenação já estava afastado do exercício do mandato por determinação da Justiça. Ele foi julgado pela e sentenciado, sendo mantido seu afastamento do cargo público.
De acordo com o MPMG, ele ainda responde criminalmente por outros 178 crimes de peculato e dois delitos de lavagem de dinheiro.
Fonte e foto: Câmara Municipal de Muriaé
